somos a voz calada do povo que surgirá do silêncio rompendo grilhões
somos o soprar dos quatro ventos que varre o pó da ganância e dá direções
somos ventos, somos voz, somos tempo, somos nós, somos vento
somos ventos, somos voz, somos tempo, somos nós, somos vento
vamos – erga junto a bandeira que é embalada pelo nosso cantar
vamos: saia dessa gaveta – que te aprisiona e te mostra qual estrada pegar
seja vento, seja voz, seja tempo, seja nós, seja vento
seja vento, seja voz, seja tempo, seja nós, seja vento
O poeta já falou e o mundo inteiro ouviu
violentas são as margens que oprimem sempre o rio
O poeta já falou e o mundo inteiro ouviu
violentas são as margens que sempre oprimem o rio
seja ventania e voz – seja tempo seja nós
seja rebeldia, seja poesia, seja os dedos que desata os nós.
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