segunda-feira, 14 de junho de 2010

soldados da terra

Tempero de campo e lida charqueada
Ficou estampada nas brechas do couro
Com força de touro, destino amargo
Mirou campo largo e não matadouro
Lamúrio inimigo jogado no ar
No fundo o cantar da lança guerreira
que em tropa negreira fez o contraponto
Histórias e contos, vida saladeira
E a alforria que foi prometida:
Levantam moirões por tua liberdade
Teu sangue na terra ficou tão ausente.
Ilusão na mente de ter igualdade
E hoje tua alma campeia igualdade,
desejos, saudades, mundo sem fronteiras
sem cores e sotaques que vem demarcar
em cada lugar a sua bandeira.

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