A mesma mão rude que encilhou pingos buenos
Que arou terra bruta e semeou ilusão
Hoje agarra em foices desejando a igualdade
esbarrada em porteiras dos olhos irmãos
A mão rude da enxada – calejada d'outros tempos
Mão trançadeira de tentos, fazedora de aramados
Mãos de poemas calados escritos com suor na terra
Pelo pão promove guerra nos campos abandonados
O mesmo par de mãos rudes que encilhou pingos buenos,
que deixou o campo ameno semeando ilusão...
hoje esquece a razão pra construir igualdade...
Esbarrada na vaidade dos olhos que se dizem irmãos...
Façamos da lua da foice – clareira em noite escura,
Enfeite pra sepultura dos que tombaram ao lutar...
Os meus versos e meu penar – destino pras rudes mãos
Faço do canto oração, sustento pra meu sonhar
Os meus versos e meu penar – destino pras rudes mãos
Faço do canto oração, sustento pra meu sonhar
A mão da lida do campo, conforta a noite da amada
Em barrancas de estrada, madrugadas sem destino...
Neste mundo teatino que embuçala campechanos
Façamos tombar os anos desiguais aos campesinos...
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